O NES no Brasil - [ Todos os clones do NES lançados no país ]


Agradecendo a Marcelo Barbosa e José "Slash" Jorge por gentilmente colaborarem com esta seção.

O Brasil teve uma participação importante na história do NES. Mas não muito feliz, é verdade. Isso porque, empresas nacionais lançavam consoles compatíveis com o Famicom e NES por conta própria. Pirataria, de fato, mas até hoje não se sabe como a Nintendo, e a Playtronic, apenas deixaram esses consoles viverem. Abaixo segue uma lista de todos os clones do NES conhecidos lançados no país.

Dynavision 2

Padrão: Famicom (60 pinos)
Fabricante: Dynacom
Ano de lançamento: 1989
Fabricou cartuchos próprios para o sistema? : Sim

O Dynavision 2 foi o primeiro console compatível com o NES lançado no Brasil, em maio de 1989, pela Dynacom, iniciando a febre do NES no país. Os controllers são estilo Atari, e o botão 'Select' está localizado no console. A Dynacom ainda fabricou diversos acessórios para o console, entre eles um óculos 3D; além de um adaptador para o console suportar cartuchos padrão americano (72 pinos) e cartuchos próprios.

 
Dynavision 3

Padrão: NES (72 pinos) e Famicom (60 pinos)
Fabricante: Dynacom
Ano de lançamento: 1991
Fabricou cartuchos próprios para o sistema? : Sim

Não satisfeita com as possibilidades de seu console diante da concorrência, a Dynacom lançou em 1991 a terceira versão de seu console. O sistema agora tinha o mesmo double system (encaixe para os dois padrões de cartuchos) da CCE. Os joysticks melhoraram muito, com recursos de turbo e formato profissional. Uma grande característica do Dynavision 3 era a possibilidade de se obter um som stereo conectando um fone de ouvido (contido no pacote) à porta de áudio do console. Em 1992 foi lançado também o modelo Radical.

 
Dynavision 3 Action

Padrão: NES (72 pinos) e Famicom (60 pinos)
Fabricante: Dynacom
Ano de lançamento: 1994
Fabricou cartuchos próprios para o sistema? : Sim

Nesta época, a Dynacom já havia lançado no Brasil a linha Aquapad, para o Super NES e o Superfighter, para o Mega Drive. Este modelo trocou os controllers, que ficaram iguais aos do Mega. A pistola também passou a fazer parte do pacote.

 
Handyvision

Padrão: NES (72 pinos) e Famicom (60 pinos)
Fabricante: Dynacom
Ano de lançamento: 1993
Fabricou cartuchos próprios para o sistema? : Sim

Este console, compatível apenas com o padrão americano, possuia uma peculiaridade interessante: tinha um Game Genie embutido. Um recurso realmente bastante tentador para aqueles que adoravam trapacear nos jogos.

 


Cartucho do Bit System; clique

Bit System

Padrão: NES (72 pinos)
Fabricante: Dismac
Ano de lançamento: 1989
Fabricou cartuchos próprios para o sistema? : Sim

O que chama atenção no Bit System é sua semelhança com o NES original. O console ainda dispensa o uso de adaptadores, pois os plugues para entrada dos controllers são idênticos aos do NES americano. Possui também pistola e cartuchos próprios.

 

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Um poster do Phantom; clique para ampliar


Cartucho do Phanton; clique para ampliar

Phantom System

Padrão: NES (72 pinos)
Fabricante: Gradiente
Ano de lançamento: 1989
Fabricou cartuchos próprios para o sistema? : Sim

O Phantom System foi o clone do NES mais popular do país. O design do console é parecido com um Atari 7800 (diz a lenda que a Gradiente tinha planos para lançar o Atari 7800 por aqui) e os controllers imitam os do Mega Drive.

Uma curiosidade interessante: a Gradiente tinha os direitos para a fabricação de cartuchos de NES. Não da Nintendo, mas sim das softhouses desenvolvedoras (Tengen, Activision, etc.). Entretanto, a Gradiente chegou a comercializar cartuchos sob o nome falso de Falcon Soft; e esses sim eram piratas (pois eram jogos da Nintendo, como a série Super Mario Bros., e Knock Out!!, este último exibido na imagem ao lado).

Entre tantas histórias, curiosidades, e pirataria, temos que admitir: não foi à toa que o Phantom System conseguiu ser o clone do NES mais popular do Brasil. A Gradiente fez uma campanha simples, mas bem feita, em volta dele.


Embalagem do Phantom

 

O console na embalagem; clique


Embalagem do sistema e da pistola; clique

Top Game VG9000

Padrão: NES (72 pinos) e Famicom (60 pinos)
Fabricante: CCE
Ano de lançamento: 1990
Fabricou cartuchos próprios para o sistema? : Sim

O VG9000 da CCE foi o primeiro console nacional a possuir slots para os dois padrões de cartuchos (60 e 72 pinos), que o tornou bastante popular. Após o seu lançamento, muitas empresas copiaram a idéia. O console ainda possuia uma ótima pistola laser e controles mais anatômicos. É importante frizar que o VG9000, teve uma versão anterior, o VG8000, que era compatível apenas com cartuchos de 60 pinos.


Propaganda do VG9000; clique

 
Turbo Game

Padrão: NES (72 pinos) e Famicom (60 pinos)
Fabricante: CCE
Ano de lançamento: 1991
Fabricou cartuchos próprios para o sistema? : Sim

É a evolução do Top Game, também da CCE. Seus cartuchos eram produzidos pela empresa Vic Vídeo Game, até 1992. Seus controles possuíam o design invertido dos do Phantom, com função turbo. Já na moda, o sistema double system permanece.

 
Hi-Top Game

Padrão: NES (72 pinos)
Fabricante: Milmar
Ano de lançamento: 1990
Fabricou cartuchos próprios para o sistema? : Sim

O Hi-Top Game teve no total três versões. A mais avançada foi lançada em 1991. O console era um dos mais baratos do mercado, e ainda oferecia cartuchos inéditos, licenciados pela AVE. Os botões Start e Select se localizam no console.

 
Top System

Padrão: NES (72 pinos) e Famicom (60 pinos)
Fabricante: Milmar
Ano de lançamento: 1994
Fabricou cartuchos próprios para o sistema? : Sim

O Top System foi o sucessor do Hi-Top Game (também da Milmar). Teve um lançamento tardio, por isso não teve chances de competir com os sistemas de 16-bit, que já dominavam o país. O Top System, ainda, possuia slots para cartuchos de 60 e 72 pinos.

A Milmar hoje, é uma empresa que deixou de fabricar eletrônicos. Por algum motivo, a empresa deixou de produzir consoles, computadores, aparelhos de fax e até modems, para atualmente produzir curiosamente lanchas e barcos.

 
Super Charger

Padrão: Famicom (60 pinos)
Fabricante: IBTC
Ano de lançamento: 1990
Fabricou cartuchos próprios para o sistema? : Não

Este console imitou o design do Famicom original. Possuia botão com função de ejetar os cartuchos. A IBTC não chegou a fabricar cartuchos para o Super Charger. Contudo, a empresa importava cartuchos piratas do oriente.

 
Geniecom

Padrão: NES (72 pinos)
Fabricante: Geniecom
Ano de lançamento: 1992
Fabricou cartuchos próprios para o sistema? : Não

Este console, compatível apenas com o padrão americano, possuia uma peculiaridade interessante: tinha um Game Genie embutido. Um recurso realmente bastante tentador para aqueles que adoravam trapacear nos jogos.

 
ProSystem-8

Padrão: NES (72 pinos)
Fabricante: Chips do Brasil
Ano de lançamento: 1994
Fabricou cartuchos próprios para o sistema? : Sim

A empresa Chips do Brasil já atuava na área de video-games, fabricando controllers e até mesmo cartuchos para várias plataformas. Mas no ano de 1994, a empresa resolveu entrar no ramo dos consoles e lançou o ProSystem-8, que tinha um design muito parecido com o Super Famicom (SNES japonês). O Pro-System 8 vinha acompanhado de controllers Super-Pro 3, que tinham função turbo e slow motion. Pela mesma razão do Top System, logo saiu do mercado.

 
Dynavision 3 Action

Padrão: NES (72 pinos) e Famicom (60 pinos)
Fabricante: Dynacom
Ano de lançamento: 1994
Fabricou cartuchos próprios para o sistema? : Sim

Nesta época, a Dynacom já havia lançado no Brasil a linha Aquapad, para o Super NES e o Superfighter, para o Mega Drive. Este modelo trocou os controllers, que ficaram iguais aos do Mega. A pistola também passou a fazer parte do pacote.

*José "Slash" Jorge é editor do site Geração N e ajudou na elaboração dos textos e imagens desta seção.

**Esses foram os clones brasileiros do NES lançados na saudosa época dos 8-bit. Se você conhece outros modelos, por favor, entre em contato (lembre-se que só vale consoles nacionais e lançados na época!).