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Akumajou Special: Boku Dracula-kun


Criar um Castlevania todo cartoon onde o personagem principal é um Alucard chibado com penteado de Goku… Pode isso? Seja lá quem for o criador desse negócio, ou merece um troféu ou merece ser transformado em uma gazela saltitante…

Por Hyper Emerson

Ficha Técnica

Título: Akumajou Special: Boku Dracula-kun
Ano de lançamento: 1991
Console: Famicom
Fabricante: Konami
Gênero: Ação/Plataforma
Número de jogadores: 1
Análise por: Hyper Emerson

Introdução

Não sei como Boku Dracula-Kun veio a existir. Criar um Castlevania todo cartoon onde o personagem principal é um Alucard chibado com penteado de Goku… Pode isso? Seja lá quem for o criador desse negócio, ou merece um troféu ou merece ser transformado em uma gazela saltitante.

O Enredo

Galamoth, rei do espaço, pretende destronar Kid Dracula de sua posição de Rei dos Demônios (WHA?). Então Kid Dracula deixa Castlevania para andar pelo mundo e derrotar Galamoth.

Sobre o jogo

Boku Dracula-Kun é um jogo de plataforma. O jogo possúi várias fases, mas embora seja uma paródia de Castlevania, só a primeira pode ser relacionada à essa série.

Isso realmente é algo ruim. Como pode ser uma paródia de Castlevania sem fases baseadas em Castlevania? E elas também não tem o mesmo carisma das fases da série Parodius. Ao menos existem chefes, que enquanto não tem nada à ver com ninguém de Castlevania, são memoráveis, como os fantasmas que são uma alusão ao KKK, e a Estátua da Liberdade. Embora o jogo seja paródia de Castlevania, o Kid tem a jogabilidade do Mega Man, atirando até 3 bolas de fogo de uma vez, ou um tiro carregado.

Conforme o Kid derrota os chefes, ele aprende novos poderes para serem usados nas fases seguintes. Mas nem todos os poderes são usados de maneira efetiva no jogo, e acabam sendo inúteis.

Quando o Kid derrota inimigos com tiros carregados, ele ganha moedas que podem ser usados em minigames entre as fases, para ganhar algumas vidas. São joguinhos simples, dos quais eu prefiro o do esqueleto no barril. Já o das dançarinas não faz muito sentido, por ser necessário conhecimento da língua japonesa.

O jogo tem bons gráficos e animações, mas não é muito detalhado. Para manter o estilo cartoon, talvez? Embora tenha músicas legais, novamente não há quase nada de Castlevania aqui, a não ser o remix de Beggining na primeira fase. O jogo começa fácil, mas vai ficando complicadão nas fases finais. O jogo usa passwords. Como o jogo ficou no Japão, é melhor consultar a Gamefaqs antes de enfrentar a Estátua da Liberdade.

No final das contas, Boku Dracula-Kun é um bom e divertido jogo, mas é horrível como uma paródia de Castlevania. Teria o jogo recebido o título “Akumajou Special” apenas para atrair atenção?



Adicionado à Base de Dados em Terça-feira, 27 dAmerica/Los_Angeles Janeiro dAmerica/Los_Angeles 2009 por Trevor Belmont