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Battletoads


Seguindo o sucesso beat’em-up entre répteis no console 8 bits da Nintendo, a Rareware não poderia ficar de fora e para brilhar como TMNT 2 - The Arcade Game, teve a brilhante idéia de criar um game de pancadaria com anfíbios.

Por Leandro Trakinão

Ficha Técnica

Título: Battletoads
Produtora: Rare
Fabricante: Tradewest
Ano: 1991
Categoria: Plataforma / Ação
Número de Jogadores: 1 / 2 (simultâneos)
Autor do Review: Leandro Trakinão

Introdução

Seguindo o sucesso beat’em-up entre répteis no console 8 bits da Nintendo, a Rareware não poderia ficar de fora e para brilhar como TMNT 2 - The Arcade Game, teve a brilhante idéia de criar um game de pancadaria com anfíbios, porém, reinventando totalmente o modo de jogo, deixando na porrada que come solta alguma semelhança com o jogo das Tartarugas Ninjas, mesmo assim com diferenças radicais no modo de luta. E todas essas inovações e mudanças vieram para criar um excelente e novo conceito para jogabilidade em games de luta. Melhor para nós jogadores! Vamos contar como é esse game.

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História

Battletoads são valentes sapos brigões que viviam tranqüilamente até que a princesa do reino é seqüestrada pela maligna Dark Queen. Se já não bastasse, levam ainda um dos fiéis sapos, o truculento Pimple. Agora, Zits e Rash precisam resgatá-los em uma audaciosa missão que é vencê-los em Ragnarok’s World através de quatro ambiciosos planos de ação com três fases cada. Quem sabe você chega lá, salva Angélica, ela te dá um beijão e você vira um príncipe? Então, vá correndo!

Gráficos

Excelentes, muito à frente de seu tempo. Battletoads tem gráficos primorosos e muito bem trabalhados, com cores vibrantes e muito bonitas. O jogo é veloz, e não tem nenhum slowdown que comprometa a jogabilidade apesar de sua complexidade gráfica. Palmas para a Rare, que mostra seu poder de fogo na época dourada do Nintendinho!

Som

Primeiro os efeitos sonoros: o jogo tem barulhos de porradas, naves, cordas sendo cortadas, muito bem feitos. Em seguida notamos que a Rare trabalhou muito bem o som, inclusive as músicas que te deixam “dentro” do jogo, ficando rápidas em horas de ação frenética e lentas em horas mais tranqüilas.

Inimigos

Uma variedade espetacular de inimigos povoa o mundo de Ragnarok. Dificilmente os inimigos são repetidos e quando o são, é de maneira muito boa e divertida. Os mestres de fase foram criados de uma forma tão pioneira e criativa, que jamais foi vista em um jogo de videogame. Alguns morrem se você jogar pedras na TV! Outros, sendo chutados, outros ainda precisam ser explodidos. Sensacional. Alguns dos inimigos são antológicos, como a bola que te persegue na fase da corrida de monociclo e as malditas piranhas e tubarões da fase das tubulações, inimigos aquáticos que voltam a dar o ar da graça mais tarde em outros jogos da Rare.

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Armas

Também muito variadas. Você pode usar a perna de um inimigo para acertar outro, pode pegar os inimigos e jogar em cima de outros e, inclusive, até subir em cima de “diabinhos” voadores e fazer ele atirar em outros parceiros, demais! Fora isso, você pode usar bicos de corvos como tacape, bolas de neve, etc.

Golpes

Talvez a parte mais hilária do jogo, quando você desfere uma seqüência de socos em um inimigo, no final da seqüência sua mão triplica de tamanho e você dá um big soco, mandando o inimigo pros quintos dos infernos! Isso serve também para cabeçadas, chutões, marteladas e outra infinidade deles.

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Modos de jogo

Você pode jogar sozinho, com Zitz ou Rash, dependendo do controle em que você der start. Dessa forma, é possível jogar também em dois jogadores, cada um controlando um sapo com ambos na tela simultaneamente! A porrada come solta, mas cuidado!!! Esse modo de jogo em dois jogadores é insano. Um depende muito do outro pra vencer e vice-versa, o jogo fica muito desafiador e muito diferente de jogar sozinho. Estratégias que facilitam o jogo em uma pessoa pode não servir para dois jogadores e vice-versa. Muito bom e divertido! (e pode até gerar discussões por causa dessa dependência, ou seja, pancadarias, perda de amizades, etc.!).

Jogabilidade

Extremamente intuitiva, a jogabilidade é limpa, suave e fácil. Para se ter uma idéia, para se desferir uma seqüência animalesca de golpes, é necessário apenas segura o botão. Isso mesmo, basta segurar e seu sapo sai dando porradas incríveis, economizando assim apertos no botões e muitos controles!!!

Apanhado geral

Um primor gamístico, obrigatório na prateleira de qualquer gamemaníaco. Quebrou paradigmas, adicionou dificuldade sem estragar a diversão, inovou em todos os aspectos musicais, gráficos, em suas fases e personagens carismáticos. Junte tudo isso à sensacional criatividade da Rare e tenha um dos games mais fantásticos do NES.

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Cartucho Completo Americano (Peça do Acervo TrakiNES)

Prós

- Gráficos Impecáveis
- Fases muito criativas e diferenciadas
- Dificuldade Extrema
- O jogo em modo de dois jogadores é uma coisa insana
- Jogabilidade simples, intuitiva e viciante
- Golpes engraçadíssimos

Contras

Hã, o quê, contras? Hum… Talvez a sua dificuldade Extrema (pode afugentar os menos preparados).

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Cartucho original japonês para Famicom


Adicionado à Base de Dados em Sexta-feira, 21 de Março de 2008 por João Luis