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Buracos no Infinito


buracosthumb.gifO Nintendo Entertainment System, vulgo NES, sempre se destacou entre os consoles da era neo-clássica por um motivo em especial.
Muito, muito especial…

Por Inimigo de Deus

Simon Belmont sendo arremessado a alguns metros de distância por um humilde Flea. Sorte dele que não havia nenhum buraco por perto.
Simon Belmont sendo arremessado a alguns metros de distância por um humilde Flea. Sorte dele que não havia nenhum buraco por perto.

Tal motivo, hoje em dia é bastante apreciado e elogiado pelos saudosistas do sistema, mas naquele tempo, era pretexto para desferir golpes com os pés em móveis domésticos, familiares mais novos e em animais de estimação. Sim, exatamente isso que você está pensando: a DIFICULDADE absurda presente em certos jogos.

Alguns jogos produzidos para esse console de 8-bits, possuiam um grau de dificuldade que variava do muito difícil ao impossível. Muitos deles, eram difíceis não apenas porque os programadores sem empenharam para isso, mas devido a jogabilidade dura e cretina que outrora carregavam.

Mas nem sempre a jogabilidade era a culpada por tudo. Na maioria das vezes, elementos presentes através das fases se encarregavam deste pesado fardo, que obviamente, era esvaziar toda a nossa barra medidora de energia, roubar nossas vidas uma a uma, e por fim, consumir os restantes continues, isso quando eles existiam. Fazendo-nos, conseqüentemente, tentar destruir nossas moradias, e acabar com a vida dos familiares presentes, como citado anteriormente.

Destacavam-se entre eles, personagens de porte físico com cerca de metade da altura do herói principal, e o dobro de velocidade, tais como os Fleas da série Castlevania, os quais você só consegue acertar com o chicote após a perda de aproximadamente metade da vida. Ou então os temíveis corvos negros, também presentes em jogos da série Ninja Gaiden, que costumávamos chamar de URUBU.

Esse tipo de ave, por si própria, não apresentava considerável dificuldade, mas elas faziam algo muito pior: nos induziam a ir de encontro ao nosso pior inimigo, fendas gigantes localizadas ao nível do chão, popularmente conhecidas como BURACO. Buraco. Sim. Este singelo inimigo sem vida aparente, costuma SURGIR nos mais inusitados momentos, sempre quando menos precisamos deles, apesar de estarem lá o tempo todo. Algumas vezes parece até que não caímos na citada ruptura, e sim fomos literalmente sugados por ela.

Cena clássica do jogo. Fatídico URUBU se une ao malígno fantasma para tentar me sacanear. Reparem que do lado direito há o nosso querido buraco, e infelizmente estou de costas pra ele. O Sr. Belmont caiu feito uma pedra ali.
Cena clássica do jogo. Fatídico URUBU se une ao malígno fantasma para tentar me sacanear. Reparem que do lado direito há o nosso querido buraco, e infelizmente estou de costas pra ele. O Sr. Belmont caiu feito uma pedra ali.

Vejamos, vamos tomar como exemplo um jogo em que os buracos são mais perigosos, onde eles realmente decidem o seu destino no jogo, Castlevania. Esse nome chega a dar calafrios, trazendo a mente todas aquelas cenas contidas no jogo, mas não pelo tema de terror proposto pela Konami, e sim pelos buracos em que somos constantemente arremessados, seja por caveiras, morcegos, fantasminhas vindos do Pac-Man, e até mesmo por inimigos imóveis. Vejam que ironia, inimigos imóves te jogando em cima de inimigos mais imóveis ainda.

Em Castlevania, o uso dos buracos por parte dos programadores, é algo e foge completamente a realidade de um jogo de videogame. Seja qual for a posição, local ou distância que você estiver, sempre que um inimigo te acertar, você automaticamente será projetado para o buraco mais próximo. Não adianta, você pode fazer o que quiser, sempre haverá um abismo abaixo de seus pés.

E somado a isso tudo, ainda existe aquela peculiaridade que a maioria (ou a totalidade) dos jogadores odeiam, que consiste em ser arremessado alguns metros para trás toda vez que é atingido. E nesse quesito, Ninja Gaiden segue a tradição. Salte um buraco, um bicho virá voando, e te jogará lá em baixo, simples assim.

O temido orifício!
O temido orifício!

Os buracos acabaram por ser tornar um clichê entre os jogos, então os produtores tinham que usar a imaginação e propor coisas novas. Foi aí que revolucionaram o mercado utilizando as famosas camuflagens de buraco. Mas no fim das contas, cair na água, cair na lava, ou cair na poça e lama, continuou sendo cair no buraco.

Para onde então esses orifícios nos levam? Seria para o infinito? Mas não existe um conceito exato de onde seja o infinito, pois ele é apenas um “nada sem fim”. E se não tem fim, não poderíamos voltar. Se bem que não me vêm a mente algum jogo onde o personagem, ao cair nessa célebre cova, faça um barulho de esborrachamento ao alcançar o almejado fundo.

Bem, mas nem sempre caíamos em buracos, vez ou outra PULÁVAMOS neles, mas não por vontade própria, se posso assim dizer. Provavelmente você deve ter CAÍDO na conversa daquele simpático amigo que jogava com você: “Pula nesse buraco que tem uma passagem secreta!” - MORTE INSTANTÂNEA - “Hahaha! Morreu! Minha vez, me dá o controle!”.

E novamente o buraco decide o destino da sua vida.

Comentários do Autor

Essa foi a pior invenção dos jogos de plataforma, é completamente injusto. Você tá lá, com uma arma que penou pra conseguir e cai no buraco. Tá com a água benta pra jogar num bicho lá, e cai no buraco. Perder um pouco da energia tudo bem, você tem que tomar um monte de cacetadas até morrer, mas se cair num FURACO desses aí já era.

Engraçado que tem até jogo de RPG com essa porcaria.

Furaco de Super Mario Brothers
Furaco de Super Mario Brothers
Me lembrou de um negócio penoso que aconteceu comigo. Quando ganhei de presente um console chamado Nintendo Entertainment System, eu não sabia jogar praticamente nada, pois antes só tinha o tal do Atari 2600 e aquelas coisas bizarras tipo Enduro. Daí, jogando Mario 3, levei cerca de UMA SEMANA para passar daquele PRIMEIRO GOOMBA que tem na FASE 1 do jogo.

Após isso, peguei certa prática, e consegui chegar MUITO LONGE mesmo. Exatamente, naquele primeiro BURACO que tem, na fase 1 também, que é relativamente grande. Me mande uma carta respondendo a pergunta “quanto tempo eu levei pra passar daquele buraco?” e ganhe um prêmio exclusivo. Abraços.

Autor: Marcelo “Inimigo de Deus” Droit


Comentários


  • 1. Nes Archive - V3 » &hellip (Setembro 20, 2008 às 9:44 pm)

    […] de acontecer novamente, porque a invencibiildade não poupa o boneco de mortes pelos terríveis Buracos no Infinito. Eu mesmo já morri três vidas seguidas no esquema nasceu-morreu, nasceu-morreu, nasceu-morreu, […]



Adicionado à Base de Dados em Domingo, 23 de Março de 2008 por Cospefogo