feed



Castlevania III - Dracula´s Curse


Castlevania III se passa anos antes do primeiro jogo. As pessoas do vilarejo temem a família Belmont e os expulsam do lugar, e infelizmente, o Conde Drácula retorna a vida e suas criaturas atacam sem piedade e das sombras…

Por Lipe Vasconcelos

Ficha Técnica

Título: Castlevania III - Dracula´s Curse
Ano de lançamento: 1990
Console: NES
Fabricante: Konami
Gênero: Ação/Plataforma
Número de jogadores: 1
Análise por: Lipe Vasconcelos

Introdução

Sempre que jogo este game eu penso: “Por que não se fazem mais jogos assim nos dias atuais?” Ta certo que Castlevania III: Drácula´s Curse é bem antes do meu tempo, mas depois que joguei este clássico pela primeira vez, nunca mais fiquei um longo período sem passar um bom tempo me divertindo em passar pelas suas fases difíceis e matando os chefões carrascos desta tenebrosa aventura da Konami.

Castlevania é uma das séries de game mais clássicas da história. As aventuras do Clã Belmont começaram a ser contadas em 1986, no MSX, e no final da década de 80 a série fez a fama com o excelente Castlevania, lançado em 1987, Castlevania II: Simon´s Quest, que foi lançado um ano mais tarde. É um jogo bom (embora não tenha o mesmo charme de seu antecessor) e finalmente, em 1990, foi lançado o último jogo da trilogia para o 8 bits da Nintendo, e com certeza, o melhor dos três.

Castlevania III se passa anos antes do primeiro jogo. As pessoas do vilarejo temem a família Belmont e os expulsam do lugar, e infelizmente, o Conde Drácula retorna a vida e suas criaturas atacam sem piedade e das sombras, o castelo de Drácula se reergue, eis então que surge um herói para derrotá-los, Trevor Belmont, filho de Sônia Belmont, volta ao vilarejo para salvar aqueles que os baniram da vila. Agora é a vez de Trevor cumprir seu destino e destruir as forças do mal, felizmente, ele não estará sozinho nessa horrenda jornada.

Sobre o jogo

2583.png
Castlevania III Drácula´s Curse trouxe muitas novidades se comparando com os jogos anteriores, além de Trevor, existem mais três personagens no jogo: Grant Danasty, um pirata que teve sua família assassinada por Drácula e desde então foi condenado a assombrar a torre do relógio, Sypha Benades, uma bruxa que foi petrificada na floresta e Alucard, e o filho de Drácula, que deseja se vingar de seu pai. Só é possível prosseguir no jogo com um dos três, ou sozinho mesmo se você preferir. Cada um deles tem habilidades diferentes, como Grant, que ataca com uma faca e pode subir pelas paredes e andar pelos tetos, Sypha usa magias para atacar e elas podem ser fortificadas, Alucard pode se transformar em morcego, sendo assim, caso você caia em um buraco, basta trocar para o Alucard e tentar se salvar usando a forma de morcego, Trevor pode usar o chicote e todas as demais armas sagradas.

Além de poder jogar com até dois personagens, você ainda tem a liberdade de escolher o caminho que deve seguir para chegar ao castelo de Drácula. Após completar a primeira fase, você pode escolher entre dois caminhos para prosseguir no jogo, isso faz com que você jogue Castlevania III várias e várias vezes, até que conheça todas as fases do e consiga terminar com todos os finais (que não são muito diferentes), mas não serão todas as fases que lhe oferecem à opção de determinar o caminho que se quer seguir.

Agora falando melhor das partes mais técnicas do jogo, os gráficos em primeiro lugar. Bom, eu confesso que me surpreendi bastante com os gráficos deste jogo, mas para um 8 Bits é visível que a Konami usou cada bit de potência do Nintendo para fazer este o melhor possível. Todas as fases são recheadas de cores pesadas e frias, isto para dar um tom mais sombrio que o jogo realmente deve ter, existem belos detalhes como as rachaduras nas paredes (já presentes nos dois jogos anteriores) e algo que também impressiona, uma fase onde existem raios e nuvens e movimento, e tudo de muito bom gosto.

Os efeitos sonoros são bem interessantes, com boas melhoras, como o grito dos chefes quando morrem, o som das explosões, o grito diferente que Sypha dá quando é atingida (hoje parece bobagem, mas na época isso foi uma grande surpresa).

As músicas são excelentes, todas com um clima super sombrio, mesmo com o chip de som limitado do Nintendo pode-se ouvir algo diferente nas musicas de Castlevania III. Nas fases finais a Konami fez um remixe da música da primeira fase do Castlevania I, a trilha sonora é perfeita.

2583.png

Os controles estão bem duros, principalmente o de Trevor, os comandos são bem mais eficazes com Grant, já que ele tem habilidades diferentes dos demais jogadores, mas mesmo sendo duros, os controles não chegam a ser uma total dor de cabeça.

A dificuldade é muito alta, isso se tornou uma boa tradição na saga Castlevania (infelizmente, a Konami esqueceu disso nos jogos mais recentes da série). Castlevania III não ficou mais difícil que o primeiro da série, mas tem determinados momentos que você sente vontade de jogar o controle no chão e quebrar o vídeo game. Nas últimas fases você chega a perder mais energia do que seria justo perder, com bastante prática e paciência você consegue pega o jeito para matar chefes carrascos como a Dona Morte e as três formas do Conde Drácula.

Conclusão

Castlevania III Drácula´s Curse é um jogo tão bom, que consegue viciar até mesmo aquele Nerd que acha que só o Playstation 2 tem jogos bons de verdade (sem querer ofender ninguém) mas sinceramente, na minha opinião, este jogo dá uma verdadeira aula de como um jogo de vídeo game não precisa ter gráficos de última geração e som digital para ser realmente bom, conte nos dedos quantas vezes você vai querer passar semanas para zerar Resident Evil 4 e quantas vezes você vai querer passar horas para chegar ao fim deste inesquecível jogo. Não me resta dúvidas, mas Castlevania III Drácula´s Curse é o melhor game feito em toda a geração 8 bits, não concordam?



Adicionado à Base de Dados em Sexta-feira, 13 de Março de 2009 por Trevor Belmont