Castlevania teve seu inÃcio no já distante ano de 1986, quando lançado pela Konami para o computador japonês MSX 2 sob o nome de Vampire Killer. Porém, essa versão original se difere um pouco da versão para NES.
Por João LuÃs
Ficha Técnica
TÃtulo: Castlevania
Lançamento: Maio de 1987
Produtora: Konami
Distribuidora: Konami
Gênero: Ação
Autor da análise: João LuÃs
Dracula is your friend…
Sendo uma das mais respeitadas séries do mercado de jogos, Castlevania teve seu inÃcio no já distante ano de 1986, quando lançado pela Konami para o computador japonês MSX 2 sob o nome de Vampire Killer. Essa versão original se difere um pouco da versão para NES, pois mesclava fases em plataforma de ação com elementos adventure, onde você precisava recolher itens necessários para prosseguir, dando bastante ênfase ao quesito exploração.
Quando convertido para o NES, diversas coisas foram cortadas para que o jogo se tornasse plataforma padrão, com fases lineares e chefes ao fim delas, fazendo com que seja praticamente impossÃvel o jogador se perder através dos cenários, a dificuldade principal estaria completamente voltada para as partes de ação.

O enredo narra a lenda de Conde Drácula, que renasce a cada 100 anos para trazer caos e medo aos habitantes da Transylvania. Ele retorna ao seu castelo chamado Castlevania e, com isso, um membro da linhagem dos Belmont é convocado para, mais uma vez, derrotar o prÃncipe das sombras. Seu nome é Simon Belmont, e portando seu chicote conhecido como Vampire Killer, deverá adentrar o castelo de Drácula, derrotando todos os monstros e criaturas abomináveis que ousarem atravessar o seu caminho, cenários amedrontadores e aberrações, para ir de encontro ao demônio Drácula, e assim livrar sua terra dessa maldição que a aflige.
A estrutura do jogo segue os conceitos tradicionais de plataforma, com abismos, escadas, elementos móveis, diversos itens a serem recolhidos, e dezenas de inimigos apresentando uma incrÃvel variedade, como anfÃbios emergindo das águas, morcegos, caveiras jogando ossos, fantasmas e corvos voando em sua direção. No entanto, seus continues são ilimitados, o que ajuda bastante, já que você não precisará recomeçar tudo desde o inÃcio caso morra muitas vezes.

Vale destacar os chefes presentes nas fases, algo realmente bem escolhido pela Konami, pois são extremamente familiares. Clássicos como múmias, morcegos gigantes, medusas, o famigerado Frankenstein e, é claro, como não poderia faltar, a Sra. Morte e sua foice infernal, que ainda hoje é bastante aclamada pelos jogadores, devido a sua dificuldade insana.
Durante sua jornada por entre as salas deste tenebroso castelo, você poderá contar com a ajuda das armas sagradas, sendo uma alternativa ao velho chicote. Dentre elas estão a água benta, bela e conhecida substância capaz de queimar os temÃveis vampiros; a cruz sagrada, capaz de atingir os inimigos duas vezes; o machado que pode ser lançado para o alto; ou mesmo o punhal, que pode ser arremessado feito um projétil. Para o uso dessas armas, é necessário recolher corações que vão sendo acumulados no decorrer das fases, e, combinadas à elas, ainda é possÃvel usar os itens duplicadores e triplicadores, que permitem fazer proveito desses acessórios de uma maneira mais dinâmica, como, por exemplo, jogar vários punhais um seguido do outro, etc.

Apesar de ser um jogo bem datado, Castlevania apresenta gráficos avançados para seu tempo, mais precisamente os planos de fundo. Boa parte dos jogos produzidos até essa época possuÃam fundos de uma cor apenas, sem nenhum de tipo de elemento. Entretanto, Castlevania traz de forma interessante coisas como cortinas, janelas, paredes do castelo, e detalhes como as engrenagens e a misteriosa lua minguante.
Fazendo parte dos fatores estéticos, temos o som. Mais uma vez a Konami mostra sua competência nos temas, e traz aos jogadores uma experiência raramente vista até então. As músicas de Castlevania são uma mistura de batidas rápidas com um clima de aventura, mas sempre buscando aquela essência gótica e sombria predominante no jogo. As faixas se tornaram épicas e hoje figuram entre as melhores de sua época, dado o capricho em que foram portadas para o pobre chip de som do NES.
O Castlevania original, assim como alguns outros tÃtulos posteriores da série, traz consigo algumas peculiaridades na jogabilidade que elevam consideravelmente a dificuldade. Além dos comandos serem duros demais, há o fato de que quando você pula, não é possÃvel movimentar-se no ar, ou seja, os saltos deverem ser minuciosamente calculados. Ao se apressar para pular determinadas plataformas, antes de analisá-las, pode simplesmente leva-lo a uma morte instantânea.
Devemos levar em consideração, que a jogabilidade presente no jogo não é resultado de uma de má programação ou desleixo dos produtores. A Konami tentou adaptar uma fÃsica semelhante à de um ser humano, onde o peso e força do corpo se adaptam à s ações.
Esse primeiro jogo da série apresenta elementos que foram usados em praticamente todos os tÃtulos mais recentes da saga. Tornou-se um enorme sucesso graças a sua diversão, dificuldade e proposta, com toda a ambientação de terror apresentada. Castlevania representou um grande avanço na indústria de jogos, mostrando um tema de certa forma adulto, mas que não feria os princÃpios da sociedade em sua época.
Adicionado à Base de Dados em Domingo, 4 de Maio de 2008 por João Luis


