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Diferenças entre versões americanas e japonesas


Você sabia que existem diferenças - na maioria das vezes cruéis - entre versões de jogos de NES lançados no Japão e na América? Muitas vezes um artigo como esse pode trazer uma certa decepção aos fãs de algum título em especial!

Por Giovani “Cospefogo” Faganello

Você sabia que existem diferenças - na maioria das vezes cruéis - entre versões de jogos de NES lançados no Japão e na América? Muitas vezes um artigo como esse pode trazer uma certa decepção aos fãs de algum título em especial, pois irão descobrir que seu jogo predileto passou por alguma censura norte-americana, ou então foi apenas modificado para se identificar com a filosofia de vida ocidental, muitas vezes diferente dos japoneses.

A grande maioria de jogos que conhecemos para o sistema Nintendo foi desenvolvida no Japão. Todos os clássicos que marcaram sua época foram criados pelos japoneses e depois traduzidos e modificados para seu lançamento no Ocidente. A Nintendo da América é responsável por poucos títulos em toda a história do NES.

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Existem casos onde a versão ocidental passou por algumas melhorias, como por exemplo The Legend of Zelda II, cuja versão japonesa era no formato disquete, para o Famicom Disk System, e a versão americana em cartucho, com o som consideravelmente melhorado. O mesmo aconteceu com Castlevania II. Dragon Warrior I é outro exemplo onde podemos notar melhorias consideráveis - gráficos mais detalhados e bateria para salvar o jogo (Sim! As versões japonesas de Dragon Warrior I e II (Dragon Quest I e II) utilizam o sistema de password!)

Dragon Quest / Dragon Warrior

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Kamen no Ninja Hanamaru / Yo! Noid

Embora sejam notáveis as situações onde houve melhorias, é muito importante ressaltar as situações onde os jogos foram realmente decapitados, distorcidos e maltratados. Yo! Noid é um exemplo perfeito para isso. O público fã desse clássico do NES é enorme, e o jogo é considerado excelente pela grande maioria, mas o que poucas pessoas sabem é que a versão original está distante de ser um jogo onde o personagem principal é um sujeito com uma fantasia orelhuda, com cara de pilantra e um yo-yo na mão. Na versão japonesa, o personagem principal é um ninja mascarado, em companhia de seu fiel falcão. O porquê da mudança? Só a Capcom pode responder…

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Yumekojo Doki Doki Panic / Super Mario Bros. 2

Outra situação desconhecida por muitos fãs é a origem do Super Mario USA. No Japão o segundo jogo da série Super Mario Bros. foi lançado para o Famicom Disk System, com uma coletânea de novas fases e trechos que sobraram da primeira versão da série, considerados muito difíceis pelos programadores. Esse jogo ganhou o apelido de Super Mario Bros. Lost Levels. Para o lançamento de um segundo Super Mario na América, a Nintendo ocidental considerou o jogo extremamente difícil, o que iria sem sombra de dúvidas acarretar numa queda de vendas. Outro ponto retificado pela Nintendo americana era que o Super Mario Lost Levels era exatamente igual ao seu predecessor - em termos de gráficos e música -, logo, o público dos Estados Unidos com certeza acabaria desconsiderando o jogo, por ser apenas “mais da mesma coisa”.

Para remediar essa situação, foi feito algum tipo de acordo com o canal de TV japonês Fuji, dono dos direitos autorais de um desenho animado com personagens das Arábias, e criada uma versão com história e personagens em cima de uma jogo já existente para Famicom Disk System, chamado Yumekojo Doki Doki Panic, a Fábrica de Sonhos. Com sprites alterados, gráficos incrementados, nova embalagem e novo nome, Doki Doki foi lançado na América como Super Mario Bros. 2. Mais tarde houve uma demanda no mercado japonês por essa versão “alternativa” de Super Mario e a Nintendo lançou uma versão Famicom do cartucho. Esta versão chama-se no Japão exatamente Super Mario USA.

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Série Castlevania

Os três Castlevanias - chamados de “Dracula: O Castelo do Demônio”, no Japão - passaram por modificações também. Todos os três tiveram a tela inicial trocada, pois a versão japonesa trazia o elemento sangue, totalmente intolerado nos videogames ocidentais na época. Detalhes como a cruz do início do jogo e dos vitrais do Castlevania 3 também foram retirados. A mudança mais radical da história do NES também está no Castlevania 3. A versão japonesa apresenta um chip especial de som, o que traz uma qualidade musical simplesmente suprema na versão Famicom. A Konami da America achou que a inclusão deste mesmo apetrecho na versão ocidental elevaria o preço do jogo a um patamar desagradável, e optou por simplesmente cortar a inovação. A versão NES é muito mais simples em relação à sua predecessora nipônica. Um detalhe interessante para ser ressaltado é que não adianta conseguir um cartucho japonês para rodar em seu NES, para surtir efeito o chip especial precisa ser rodado em um console Famicom.

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Ninja Ryukenden / Ninja Gaiden

A série Ninja Gaiden - chamada Ninja Ryukenden no Japão - teve suas telas iniciais levemente alteradas, e a terceira versão da série é bem mais difícil na versão ocidental. Mais inimigos, número fixo de continues e ausência de password são um exemplo claro dessas mudanças. Outra diferença sentida é a quantidade de energia que o Ninja perde em ambas as versões. O que arranca um traço de energia na japonesa arranca três ou quatro na americana.

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E, acreditem, existe mais… Muito mais!

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Autor: Giovani “Cospefogo” Faganello
(revisado por 6Dedos em 14/10/2005)



Adicionado à Base de Dados em Sábado, 22 de Março de 2008 por João Luis