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Double Dragon III - The Sacred Stones


Os irmãos bons de briga Billy e Jimmy Lee estão de volta, em uma aventura totalmente globalizada! Após duas versões de grande sucesso no NES, a série Double Dragon chega a sua terceira e última aventura no console de 8 bits.

Por Harlley “Persona” Guimarães

Ficha Técnica

Título: Double Dragon III - The Sacred Stones
Fabricante: Technos/Acclaim
Ano: 1990
Gênero: Ação/Luta
Número de jogadores: 1 ou 2 (simultâneos na tela)
Análise por: Harlley “Persona” Guimarães

Após duas versões de grande sucesso no NES, a série Double Dragon chega a sua terceira e última aventura no console de 8 bits. Gráficos caprichados e som empolgante são a tônica deste jogo, que lembra bastante a engine de Double Dragon II. Mas a semelhança com a segunda versão acaba aqui…

A Trama (?)

Se existem dois caras verdadeiramente punks, estes são os irmãos Lee. Após detonarem gangs perigosas, sobreviverem a uma guerra nuclear e eliminar todo tipo de mutantes, macumbeiros, karatecas, Abobos e afins, eles resolveram abandonar a vida de pancadaria, e se dedicar a seu verdadeiro hobby: ensinar artes marciais. (mas eles não tinham abandonado a…? ah, deixa pra lá.)

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Para variar, a namorada de Billy (Marian, caso você não se lembre…) foi raptada DE NOVO!! Após ser nocauteada com um soco na barriga na primeira aventura e morrer/ressucitar na segunda, agora parece que a coisa foi séria, visto que os manos não tiveram mais notícia da donzela. Mas aí, surge uma figura misteriosa em suas vidas: Kuroko. O véio lhes diz que eles precisam enfrentar uma nova ameça e, para isso, precisam encontrar as 3 pedras sagradas (as “Sacred Stones” do título), para trocá-las por Marian. O problema é que as pedras estão espalhadas por vários cantos do mundo, e os manos precisarão viajar de país em país para recuperá-las. Mas claro que não será um mero passeio turístico…

Bret, amigo da dupla, informa Billy sobre os problemas.
Bret, amigo da dupla, informa Billy sobre os problemas.

O Jogo

Se Double Dragon II foi uma revolução em relação ao I, a versão III seria uma “evolução”. Com um porém: Double Dragon III é ABSURDAMENTE mais difícil que as versões anteriores. Ao invés de aprimorarem sua técnica, Billy e Jimmy “desaprenderam” muitos golpes, e contam com uma gama menor de técnicas de combate. Perderam a fantástica joelhada da versão II, a cotovelada da versão I e a giratória, que salvava o dia em DD II, perdeu muito de sua invencibilidade, tornando as coisas muuuuuito mais difíceis. A jogabilidade também parece um pouco mais “dura” do que a versão II, que foi o ápice da série no NES.

Para compensar, foram incluídos alguns golpes, recursos e armas, que necessitam de uma precisão maior para se tornarem ataques eficientes (como a cambalhota e a corrida). E, uma caracterísica legal do jogo: existem ataques combinados, onde os irmãos Lee se tornam ainda mais selvagens (embora os hooligans inimigos também possam usar este covarde recurso). Finalmente, agora os jogadores podem interagir com o cenário, usando as paredes para tomar impulso e aplicar voadoras mortais.

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De resto, as armas deixadas pelos inimigos como facas, garrafas quebradas, adagas sai, entre outras. Fora essas, cada jogador tem uma arma especial padrão, que pode ser acionada apertando a tecla SELECT. No caso de Billy/Jimmy, trata-se de um Nunckaku. Mas a arma é restrita a apenas 5 ataques.(!)

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Som e Gráficos

Se há um quesito onde DD III ganha de todas as outras versões, é o quesito som. Difícil acreditar que poderiam fazer músicas mais legais que DD II, mas as da versão III são absurdas! Fiéis às fases, épicas, misteriosas, dramáticas, empolgantes. Nota 10+ para a trilha deste jogo!

Os gráficos seguem a linha de DD II. Ou seja, ótimos e eficientes. Cores vivas, ambientes bem reproduzidos como a fase da China (com a Grande Muralha ao fundo), e a Itália (com o Coliseu), não contendo nada que atrapalhe a visibilidade.

As Missões

A jornada começa nos Estados Unidos, no dojo da dupla. Lá, eles descobrem que existe uma organização pronta para atrapalhar os planos dos irmãos Lee. Bret, amigo da dupla, após ser espancado pelos inimigos, informa aos heróis a respeito dos malacos, mas é tarde demais: ele não resiste ao ataque e morre logo em seguida, apenas para deixar os manos em maus lençóis, pois o local começa a ser invadido pelos facínoras.

Após completar a missão nos EUA, os irmãos partem para outras missões, a fim de conseguir as pedras do poder. As cenas se passam, respectivamente, na China, Japão, Itália e, finalmente, no Egito.

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Uma mudança radical a se observar é a eliminação dos tradicionais buracos, abismos, espinhos e outras intempéries comuns aos jogos da série. Tudo bem que eles voltam com tudo na última fase do jogo, mas só nela. Foi eliminada também a “mãozinha”, que indica a hora de avançar, porque o jogador tem livre movimentação por toda a extensão do cenário. Menos ao entrar em portas, pois aí é impossível voltar.

Aliados

Outra novidade legal em DD III, é a inclusão de aliados que funcionam como “vidas extras” no sistema de jogo. Ao vencer certos inimigos, estes se tornam amigos, e passam a acompanhar os irmãos Lee na caravana. Caso você morra, seu personagem será substituído imediatamente pelo reserva, mas é claro que você também pode trocá-los a qualquer momento (o que é uma boa estratégia, para quando sua energia estiver acabando). São eles:

CHIN - É o mestre na fase da China. Após ser derrotado pelos irmãos Lee, Chin se oferece para seguir com a dupla. Pretende vingar a morte de seu irmão, e passa a ser uma importante ajuda na jornada. Apesar de lento e gorducho, tem um ataque devastador, e pode detonar um mestre de fase com apenas uma sequência de socos. Sua arma padrão é uma garra de aço (iron claw).

Billy enfrenta Chin.
Billy enfrenta Chin.

RANZOU - É o mestre na fase do Japão. Por ser um ninja, agilidade e ataques traiçoeiros são o seu forte. Ranzou não dá socos: apenas fatia os inimigos com sua espada. Sua arma padrão é a shuriken, que conta com 20 disparos. Sente-se humilhado pela derrota, e decide prestar serviço de guarda-costas aos irmãos Lee na viagem.

Chin e sua iron claw, prontos para encarar o desafio do mestre Ranzou.
Chin e sua iron claw, prontos para encarar o desafio do mestre Ranzou.

A fase da Itália não tem aliados em potencial, sendo apenas um aquecimento antes da missão final (e, provavelmente, para se manter relativamente fiel às fases da versão arcade).

Fase Final: EGITO

A fase final é pedreira ao quadrado. Além de já começar na pauleira (num dos momentos mais difíceis de todo o game), a fase tem vários estágios, e a coisa começa a ficar verdadeiramente frenética, dentro da pirâmide de Queóps. Lá dentro, todos os inimigos comuns, enfrentados ao longo do jogo reaparecem, só que muito mais resistentes. Ali, qualquer sequência de socos pode te mandar a nocaute.

Acredite, essa é uma das partes mais difíceis do jogo. DICA: não deixe que esses carecas te encurralem no canto esquerdo.
Acredite, essa é uma das partes mais difíceis do jogo. DICA: não deixe que esses carecas te encurralem no canto esquerdo.

Lá dentro, um fato inesperado: Kuroko, que sempre pareceu um velhinho legal e talz, revela que usou os irmãos Lee para conseguir as pedras do poder e ter acesso à câmara secreta, apoderando-se do “segredo da múmia” (eh… na falta de um nome melhor, vai esse mesmo) Só que, ao entrar na câmara, algo acontece lá dentro e Kuroko não volta muito bem, para contar a história…

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Após sobreviver a todo tipo de intempéries, ninjas, fu-manchus e gladiadores em sua aventura globalizada, a trupe AINDA tem que enfrentar o desafio de três múmias, há muito adormecidas, e que acordam ansiosas por porrada! (quem programou esse jogo não tinha mãe. Fato. N.E.)

Sem comentários…
Sem comentários…

O quê?! Quem disse que acabou? A terceira múmia revela ser nada mais nada menos do que…. CLEÓPATRA!! A mítica rainha do Egito aparece para o quebra pau, e se mostra muito boa de briga, apesar de seus 2000 e tantos anos (você acha que eu ousaria revelar sua idade?). Dotada de poderes sobrenaturais, Cleo pode lançar raios, levitar os heróis mandando-os pelos ares e transformar-se em serpente de fogo! Eita…

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Aí sim, se a equipe conseguir sobreviver a TUDO ISSO, conseguirá livrar o mundo da ameaça secular, seja ela qual for! (mas não era para salvar a Marian?)

Opinião

DD III divide as massas: uns amam (eu), outros odeiam. Acho que o ponto fraco do jogo é justamente a dificuldade insana, do início ao fim da jornada. O fato de ter apenas uma vida e uns pontinhos vagabundos de life torna a coisa muito, mas muito complicada.

Algumas novidades são bem vindas como mais de um tipo de inimigo atacando ao mesmo tempo (nas outras versões, tudo se resumia a dois inimigos indênticos por vez), a possibilidade de tomar impulso no cenário e a inclusão de aliados que podem ser selecionados a qualquer momento. Mas a retirada de inimigos carismáticos como Abobo (carismático?!), Linda e Rowper desfalcou a série de suas figurinhas carimbadas. Mas a versão arcade é assim também. E, falando na versão arcade, todo jogo caseiro baseado em arcade tinha que passar por uma prova de fogo: a comparação com seu irmão grande. Comparando as duas versões, pode-se dizer que DD III é TOTALMENTE diferente do coin-op, mantendo em comum apenas a ordem das fases. O sistema de aliados/armas no arcade beira a picaretagem: para cada arma, ítem ou aliado, é necessário colocar uma ficha. E também, a versão fliperama é meio que “inzerável”, o que parece não ter agradado muito aos fãs da série.

Mas nada disso tira o mérito do jogo, que é bastante divertido, principalmente jogando com um amigo. Os ataques combinados permitem a criação de técnicas conjuntas bem legais! Com gráficos e som excelentes, Double Dragon III é um jogo que vale a pena domar!



Adicionado à Base de Dados em Sexta-feira, 27 de Junho de 2008 por Persona