Controle Billy Lee através de hostis ruas repletas de marginais da gangue Black Warriors, para então resgatar sua namorada Marian. Aprenda novas técnicas e use-as em sua saga contra todos esses inimigos com seus bastões, dinamites, facas e caixas de papelão.
Por João Luís
Ficha Técnica
Título: Double Dragon
Produtora: Technos
Distribuidora: Tradewest
Lançamento: Junho de 1988
Gênero: Beat ‘em up
Autor da análise: João Luís
A Lenda dos Arcades
Os jogos no estilo Beat ‘em Up sempre foram uma grande febre nos anos 80, estendendo-se até inícios dos anos 90, levando assim milhares de pessoas aos Arcades, fazendo a alegria dos donos de casas de jogos. O principal responsável pela proliferação deste tipo de jogo, com absoluta certeza foi Double Dragon da Technos, que ainda em 1987 trouxe um grande avanço não apenas gráfico, mas também em jogabilidade, interação e possibilidades. Não demorou muito para que diversos sistemas da época recebessem adaptações deste badalado título.
A conversão para NES chegou ao mercado cerca de um ano depois da versão original, em 1988, mas infelizmente decepcionou um pouco os fãs que esperavam algo bem próximo dos Arcades.
Logo de início, percebemos a falta de um elemento que era o grande diferencial nos jogos da série, justamente o modo para 2 jogadores simultâneos. A parte mais divertida de Double Dragon era a chance de poder jogar com um amigo em modo cooperativo, o que foi eliminado, talvez pela falta de conhecimento dos recursos do console na época por parte dos programadores.
Mas para suprir a falta desse modo de jogo, eles incluíram uma espécie de “Versus Mode”, onde você poderá lutar contra uma outra pessoa em uma arena, tendo a disposição diversos personagens presentes no jogo normal, mas em um tamanho maior, mais detalhados e com mais quadros de animação.
O modo de jogo padrão segue os mesmos moldes da versão dos fliperamas, em que você precisa atravessar cenários como ruas, galpões, fábricas, cavernas, enfrentando os inimigos de uma gangue conhecida como Black Warriors.
Double Dragon conta a história dos irmãos Billy e Jimmy Lee, mestres em artes marciais e acostumados com a violência das ruas. Marian, a então namorada de Billy, foi seqüestrada pela Black Warriors, gangue liderada pelo Shadow Boss, e agora ele deverá enfrentar dezenas de inimigos desde os violentos Chin’s, peritos em artes marciais, até aberrações como os Abobo’s, para poder livrar sua amada das garras deste cruel delinqüente.
Durante o caminho, você pode utilizar as armas que os inimigos deixam cair após serem mortos, como facas, dinamites, chicotes, barris, caixas e tacos de baseball. Por algum motivo inexplicável, nessa versão para NES as armas desaparecem da sua mão quando aparece a indicação de seguir para a próxima tela.
Temos aqui um sistema bem interessante de níveis do personagem. No começo do jogo, estão disponíveis apenas os golpes básicos como chutes e socos, mas de acordo com o avanço de fases, você vai aprendendo técnicas novas como a famosa cotovelada, voadora, entre outros. Mas para isso, é preciso acumular pontos que vão lhe dando corações, esses corações irão aparecendo no painel inferior da tela de jogo. De acordo com a quantidade que você adquire, irá aprendendo golpes novos e mais poderosos.
A parte de gráfica de Double Dragon pode parecer um pouco precária se comparada aos outros jogos da série, ou mesmo a versão Arcade, mas consegue trazer cenários extremamente detalhados para seu tempo, podendo interagir com coisas como escadas, esteiras rolantes e alguns outros objetos. E apesar dos personagens serem um tanto quanto quadrados, ainda assim mantém sprites grandes e com uma movimentação rápida e precisa.
Além da jogabilidade convencional dos Beat ‘em up’s, em que é possível andar livremente pelos cenários, Double Dragon mistura partes de plataforma comum, podendo andar somente para os lados, ficando sempre no mesmo plano dos inimigos. O que às vezes pode elevar a dificuldade, pois você sempre estará a mercê dos oponentes, não tendo possibilidades de escapar desviando deles.
As músicas são poucas, até se repetindo em fases mais adiantadas, só que com o diferencial de serem épicas e com um clima de liberdade bem particular aos jogos da saga. A faixa de abertura, por exemplo, tornou-se marca da série e sempre será lembrada pelos jogadores. Elas de adaptam perfeitamente ao tom de mistério que Double Dragon carrega.
Mesmo com essa falha crucial, que foi a falta do modo para duas pessoas, Double Dragon se tornou um dos mais adorados pelos fãs de NES, por trazer uma jogabilidade agradável unida a um nível de dificuldade moderado, onde você consegue desenvolver no jogo com certa facilidade. Coisas como as novas técnicas e armas que você encontra pelo caminho, tornam o jogo extremamente interessante, levando para longe a repetição predominante em outros jogos do gênero.
- João Luís
Adicionado à Base de Dados em Segunda-feira, 24 de Março de 2008 por João Luis


