Sim amiguinhos! Pegamos de jeito o camarada Renato Noviello, o idealizador do nosso querido site Nes Archive para bater um papo! Vários meliantes… Quer dizer - vários membros do nosso fórum - elaboraram perguntas para esta entrevista super interessante.

Renato OniLink Noviello
Entrevistado
Nome: Renato Noviello
Idade: 50 Anos
Ocupação: estudante
Nes Archive - Como e quando surgiu a idéia de criar o NES Archive?
Renato Noviello - Surgiu numa tarde de janeiro de 2000, quando resolvi pegar o NES do armário, tirar a poeira e jogar. A sensação de nostalgia me fez pesquisar sites sobre o sistema na Internet, mas vi que o Brasil era carente de páginas sobre o console. A idéia foi, então, de criar um site 100% nacional sobre o NES.
Nes Archive - Você imaginava que em 7 anos o NES Archive ia se tornar o maior e melhor site sobre NES da América Latina?
Renato Noviello - Não mesmo. Durante os primeiros 3 ou 4 anos, a página era pouco visitada e o número de usuários registrados no fórum era muito pequeno. Eu vibrava a cada novo tópico ou membro. Hoje o nosso fórum conta com mais de 1300 usuários registrados (em 2004, esse número era pouco maior que 150) e ostenta o espaço mais movimentado sobre venda de jogos, cartuchos e acessórios de NES do paÃs. O site, portanto, demorou a crescer, mas sinto orgulho disso. O site começou do zero, do zero mesmo, como qualquer página simples e caseira. Não se tornou um fenômeno, mas ganhou proporções relativamente grandes.
Nes Archive - Que idade você tinha quando o NES estava no auge? Qual sua experiência com ele?
Renato Noviello - Eu tinha cinco anos, mais ou menos. Mas me lembro nitidamente da época. Lembro-me de ir até a locadora escolher novos cartuchos para jogar, lembro-me de trocar cartuchos e de jogar com os amigos do prédio. Lembro-me das tardes que passei jogando Little Nemo: The Dream Master, Super Mario Bros, 2 e 3, Turtles 1, 2 e 3, entre tantos outros. Minha experiência com o NES não foi tão extensa quanto parece, porque sou relativamente novo para ter vivido sua época e porque meu pai, que era ligado a video-games e tecnologia (apesar de na época ser apenas um jogador casual), sempre viajava para o exterior e trazia muitas novidades de fora. Logo após o lançamento do SNES e do Sega CD nos Estados Unidos, por exemplo, eu já tinha os consoles em casa. Eu mudava muito de sistema, mas o NES nunca deixou de perder o encanto, para mim.
Nes Archive - Como foi seu primeiro contato com um NES?
Renato Noviello - No final de 1990 ou começo de 1991, mais ou menos, quando meu pai presenteou o lar com um NES e um cartucho de Super Mario Bros 3. O resto, dá pra imaginar, já que não me lembro da cena!
Nes Archive - Você ainda mantém contato com as pessoas que jogavam NES com você na época áurea? Eles ainda partilham dessa sua fascinação pelo aparelho?
Renato Noviello - Mantenho contato com meus primos e vivo com meu irmão, mas nenhum deles manteve o fascÃnio pelo console. Meu irmão chegou a arriscar algumas partidas quando me via jogando NES, mas nada além disso. Lembro-me de ter passado tardes e noites com um de meus primos com um só objetivo: terminar Mega Man 3. Os amigos perderam-se ao longo tempo… mudanças de escola, de prédio… quando essas mudanças ocorrem, é difÃcil para uma criança com menos de 10 anos manter o cantato, ainda mais numa época como aquela, em que a comunicação não era tão rápida, fácil e barata, ao contrário de hoje.
Nes Archive - Você acredita que a “aura mágica” que envolvia o NES pode voltar a existir em novas plataformas?
Renato Noviello - Elas continuaram e continuam existindo. De maneiras diferentes, mas estão aÃ. Por exemplo, tanto o PlayStation quanto o PlayStation 2 venderam mais de 100 milhões de consoles, cada. O NES vendeu pouco mais de 60 milhões. Algo de mágico existiu com os consoles da Sony, de uma maneira diferente, mas existiu. Na época do NES, amigos se reuniam um na casa do outro, nas locadoras e nas casas de arcade.
Video-game e fliperama estavam sempre presentes em festinhas de aniversário. Tudo isso se perdeu com o tempo. Acredito que o jogador passou a ser mais individualista, passou a jogar mais sozinho e/ou online - sem pessoas ao seu redor, o que é uma pena. Porém a paixão pelo video-game sempre existiu.
Creio também que ele passou a se tornar mais individualista porque cresceu - a criança que ontem jogava NES com os amigos hoje é o jovem que joga PlayStation sozinho. O video-game perdeu o espÃrito que tinha de brinquedo, de coisa pra criança. Mas com o Nintendo Wii, eu acho que a magia da “novidade” está vingando novamente, como foi com o NES. A idéia de jogar em conjunto também está vingando - ela faz com que as pessoas se reúnam para arriscar uma partida de Wii Sports, por exemplo - é como ir no boliche! Vejo também muita criança boquiaberta com a jogabilidade do Wii.
Enfim: muita coisa ainda está para acontecer, e o Wii tem grandes chances de resgatar grande parte da magia do passado - sem falar na sua capacidade de emular jogos antigos. O pai que deu um Wii de presente para o filho pode mostrá-lo jogos de NES que ele jogou há 15 ou 20 anos atrás, ali mesmo. E esse pai raramente tem um NES para mostrar ao filho. E ver o jogo no Wii, na coisa nova, da época dele, presente dele, é um estÃmulo maior do que ver uma “velharia” da década retrasada.
Nes Archive - Você possui um “top 10″ de jogos favoritos do NES? Quais?
Renato Noviello - Acho que não tenho uma ordem especÃfica, mas hoje relaciono os dez seguintes jogos: Super Mario Bros. 3, Mega Man 3, TMNT 2, Ninja Gaiden, The Legend of Zelda, Castlevania III, Contra, Kirby’s Adventure, Battletoads e Metroid.
Nes Archive - Algum jogo já o deixou muito nervoso por algum motivo especÃfico? Qual?
Renato Noviello - Ghostbusters. Eu não sei o que há com esse jogo. Você se mata para dirigir o carro dos Caça-Fantasmas pelas ruas da cidade, se mata para capturar os fantasminhas, tudo para chegar até um tal de EdifÃcio Zuul, que parece ser o último estágio do game, para não conseguir subir até o topo do prédio porque os fantasmas que voam pela tela simplesmente não deixam. É de enlouquecer. Certa vez tentei jogar Castlevania II, mas não consegui. Até hoje não sei o que fazer naquele game.
Nes Archive - Qual o jogo de NES no qual você precisou batalhar mais arduamente para conseguir terminar?
Renato Noviello - Eu tive o cartucho de Yo! Noid quando criança mas só consegui terminá-lo depois de mais idade. Rush ‘n Attack também me deu muito trabalho, assim como Battletoads.
Nes Archive - Existe algum personagem de Nintendinho que você curte mais do que outros? Algum chama a sua atenção?
Renato Noviello - Acho que acabamos por gostar mais dos personagens dos games que gostamos. Mario, Link, Samus Aran, Ryu Hayabusa, Mega Man…
Nes Archive - Quais os jogos que você considera mais criativos no NES?
Renato Noviello - Super Mario Bros. (criou uma dimensão extensa para os jogos de plataforma); Mega Man (a mecânica de exterminar um robô e ganhar sua arma para exterminar outro é fantástica); Metroid (com aquele todo cenário de ficção cientÃfica, itens que precisam ser caçados para prosseguir o jogo e uma trilha sonora apoteótica); The Legend of Zelda (apresentou um RPG diferente, com um mundo gigantesco a ser explorado, itens a serem caçados e calabouços a serem desvendados); Bubble Bubble (dinoussauros que soltam bolhas para capturar inimigos que se transformam em frutas? Sensacional! Sem contar os 99 levels diferentes!); E Little Nemo: The Dream Master (tem uma jogabilidade e mecânica de jogo bastante diversificada e criativa). Outros que merecem atenção são a série Final Fantasy e Kirby’s Adventure.
Nes Archive - Na sua opinião, faltou algum tipo de jogo para o NES? Qual?
Renato Noviello - Uma continuação de Battletoads e de Zelda no estilo do primeiro game. Moon Patrol e talvez R-Type.
Nes Archive - Numa mensagem para os “novatos” em NES, você os aconselharia a comprarem um aparelho e irem atrás de jogos ou acredita que a emulação pode resolver todos os problemas?
Renato Noviello - A emulação pode servir para muita gente descobrir o sistema e se entusiasmar, despertanto a vontade de comprar um console. Acho que neste ponto a emulação é positiva. Hoje em dia é muito difÃcil alguém dar de cara com um console, seja onde for.
Mas, se a pessoa tiver a oportunidade, aconselho a dar uma chance ao NES. Os novos jogadores também têm a oportunidade de descobri-lo através do Virtual Console do Wii. Para aqueles que se apaixonaram pelo NES de alguma forma, mas que não têm o aparalho, a compra de um console com os melhores jogos é mais do que recomendada!
Agradecimentos Especiais para o camarada Hot Rod que ajudou na escolha das perguntas para a entrevista e para os camaradas do forum que a fizeram possÃvel!
-EL WOOD
Adicionado à Base de Dados em Quarta-feira, 19 de Março de 2008 por Mother Brain


