Tudo era lindo e promissor na vida de Arthur. Ele estava feliz com sua amada, estavam apaixonados e ele resolveu fazer uma surpresinha levando-a num local romântico para namorar: num cemitério…
Por Cosmão
Ficha Técnica
Título: Ghosts’n Goblins
Ano de lançamento: 1986
Console: NES
Fabricante: Capcom
Gênero: Ação
Número de jogadores: 1-2
Análise por: Cosmão
Texto originalmente postado em: http://shugames.blogspot.com/
Introdução

Tudo era lindo e promissor na vida de Arthur. Ele estava feliz com sua amada, estavam apaixonados e ele resolveu fazer uma surpresinha levando-a num local romântico para namorar: num cemitério….Isso é uma coisa que nunca entendi. A história desse jogo começa no CEMITÉRIO, onde o protagonista e a sequestrada estão conversando numa boa, como se fosse a coisa mais normal ir pro cemitério à noite pra trocar uma idéia com a patroa. Quem diabos planejou essa história?
Enfim…..Arthur estava lá, de boa, quando, DO NADA, surge um demônio e rapta sua amada, levando pra sei lá onde…ARRGHHH!, Arthur berra, então ele pega armadura que havia deixado encostada ali (sim, ele estava só de cueca conversando com sua mulher quando ela foi raptada NO CEMITÉRIO), arma-se e vai pra batalha, começando dali mesmo! Bom, não vale a pena quebrar a cabeça pra tentar entender o enredo de GnG. Ele simplesmente existe e na época ninguém se importava com isso, por que “picas” vamos nos importar agora? Deixa o jogo correr homem, press start button!
Sobre o game
Temos aqui um belo exemplo de como passar nervoso em um jogo. Oriundo dos arcades lazarentos da Capcom, GnG era um ladrão de fichas que se tornou um ladrão de almas no NES. Pra começar, Arthur só pode levar um dano. Ele perde armadura e fica de cueca. Se for acertado denovo, perde a vida e emputece o jogador, que terá que voltar boa parte da fase e refazer tudo denovo. Se acontecer pela terceira vez, joysticks podem ser arremessados e pessoas do seu lado podem sofrer graves acidentes. Isso deveria vir impresso na capa do jogo. Mas tudo seria simples de se resolver se mais coisas ruins não acontecessem durante a jogatina…
Por padrão, temos um pulo e ataque, onde Arthur arremessa a arma que tiver de posse. Elas variam entre lanças, facas, fogo e talvez outras que não tive a oportunidade de encontrar ainda. Com a possibilidade de somente atacar ou pra frente ou pra trás, tanto faz a arma, logo morrerás mesmo…
Os inimigos vão desde zumbis até dragões, bichos voadores, gnomos, gárgulas, gaviões, totens demoníacos que cospem bolas azuis, capetas de sunga voadores, colossus dentuços com pose de headbanger e todo tipo de demônio existente na cabeça dos amarelos fumetas da Capcom. E tudo programado com extrema exatidão para acertar Arthur não importa o que ele faça. Sério, esse jogo poderia competir com Megaman no quesito FODANCHÃO, pois não dá mole pro jogador nem na sombra. E, que surpresa, temos um TEMPO pra passar a fase ainda! Ou seja, faça milagres, aprenda a parar o tempo ou não terminará a fase vivo….
Sobre os gráficos, não há muito que comentar. São simples e bacanas, bem coloridos. As fases possuem design legal, variando entre castelos, florestas, cavernas e etc. Os inimigos são bem variados também e atacam de diversas formas.
Agora, os controles…..primeira reclamação: Arthur não atira pra cima e nem pra baixo, algo que foi consertado nas sequências. Aqui, faz uma ENORME falta, mas dá pra se virar após morrer umas 87 vezes e aprender os macetes.
Segunda reclamação: pulos sincronizados. Eu já falei aqui mesmo, eu acho, sobre esses pulos malditos que não tem volta. O Super Ghouls’n Ghosts do SNES tem disso também e foi exatamente por isso que desisti de avançar naquele game. Se você errar UM MILÍMETRO do salto, Arthur cai no buraco e adeus vida. Se pular um milésimo de segundos antes, vai perder a plataforma móvel e virar poeira. Não dá pra controlar o salto NO AR, diferente de 99% dos jogos do tipo. Pombas, até MEGAMAN é controlável no ar, e olha que ele pesa 300 toneladas…
Terceira reclamação: ao se abaixar, Arthur fica preso no solo por pelo menos uns 2 segundos, o que é mais do que suficiente pra horda de inimigos fazer um lanchinho dele. Descer as escadas é um inferno por conta desse bug, é descer as escadas e ficar lá, agachado, feito idiota esperando o inimigo te espetar das formas mais criativas possíveis.
Bom, mas nem só de reclamações o game é feito. É um jogo pra ser jogado aos poucos. BEM AOS POUCOS. Jogue meia hora por dia até pegar a manha dos saltos sincronizados e aprender a descer corretamente as escadas. E torça pra não aparecer aqueles diabinhos vermelhos pelo caminho…..nunca consegui desviar deles, Arthur sempre acaba ficando só de cuecas…ou transformado numa pilha de ossos.
Adicionado à Base de Dados em Sexta-feira, 12 dAmerica/Los_Angeles Fevereiro dAmerica/Los_Angeles 2010 por Trevor Belmont


