ContribuÃdo por Reverendo Mauro “CyberMSX” Sókrates 29/09/05
Tudo começou no inÃcio de 1990. Eu estava tranqüilo em minha casa quando um amigo meu, Leonardo, e seu irmão mais velho, Alexandre, foram me avisar que haviam ganhado de presente um Master System e um Phantom System. Eles levaram os consoles para minha casa. Meu irmão mais velho, Marcus, gostou do Master System, mas eu gostei do Phantom.
Inicialmente, eu achei estranho. Mas eu fiquei maravilhado com aqueles jogos: Super Pitfall, Ninja Kid, Tiger Heli, Castlevania e M.U.S.C.L.E. Tudo bem que o 3D do Master era bem legal (a música do Space Harrier 3D não me sai da cabeça até hoje), mas o Phantom me abriu um novo horizonte, o qual eu nem conhecia. Eu estava restrito ao MSX 1 e ao Intellivision 2. Então eu pedi ao meu pai se ele pudesse dar um video-game daquele de aniversário (em junho tinham os aniversários do Marcus e do Márcio - meu irmão caçula - e eu em outubro) ou no mais tardar, no Natal.
Papai concordou totalmente, desde que nós pudéssemos fazer a escolha. Então, meu irmão Marcos e eu saÃmos pela cidade à procura de informações sobre os dois consoles. Uma vez, meu irmão foi sozinho no comércio de Belém e encontrou outro console que ele nunca tinha visto.
Era branco. Tinha um painel alfa-numérico (tecnologia bem semelhante ao Odyssey) e dois controles iguais ao do Dynavision (que era compatÃvel ao Atari). Veio a descoberta: era o Dynavision 2. Que era compatÃvel ao sistema Nintendo, ele sabia. Mas o que ele estranhou foi o slot do cartucho. Era pequeno demais para entrar os cartuchos grandes do Phantom (o que nos impossibilitaria - futuramente - de jogar os jogos do Leonardo).
Quando ele me disse que encontrou outro console diferente do Phantom, fiquei maluco por vê-lo. Infelizmente, estávamos em tempo de aula e não podia fazer a exploração. Tive que esperar as férias de julho para poder vê-lo. Então, numa tarde de julho, eu vi o console. Inconscientemente, escolhi ele como o console que eu queria realmente. Com o passar dos meses, fomos avaliando que o NES 8 Bits tinha muito mais cartuchos do que o Master (a pirataria ajudou muito na época). E o escolhemos como console. Meu pai dizia que era difÃcil comprá-lo, pois era meio caro. Mesmo assim, iria tentar.
No dia 24 de dezembro de 1990, à s 23:55, começamos a abrir os presentes. O primeiro presente que abri era a Pistola Laser do Dynavision. Tomei um susto e pensei: “Se a Pistola Laser está aqui, onde está o console?”. Não deu outra: Marcus abriu o outro presente e lá estava o Dynavision 2 branquinho e reluzente. Quando fomos jogar, descobrimos que já havia um cartucho dentro da embalagem: Yie Ar Kung-Fu.
Fiquei feliz da vida. Uma conversão do NES de um jogo que eu era viciado no MSX. Ao jogar, vi que ele tinha alguns avanços em relação à versão do MSX (por exemplo, no NES eu posso pular e chutar, mas no MSX isso eu não fazia porque o jogo não permitia). Quando eu chamei os irmãos Leonardo e Alexandre, tive uma decepção: o cartucho não entrava. Lendo pela embalagem, descobri que existia um adaptador que fazia os jogos de Phantom funcionar. Falamos isso pro meu pai e no dia 26 compramos o adaptador (que eu tenho até hoje). O primeiro cartucho que eu aluguei numa locadora foi o Ninja Gaiden 2.
Desde então já se passaram 12 anos. Hoje tenho 11 consoles diferentes (sendo 4 de NES - Dynavision 2, Top Game, Hi-Top Game e o NES original). Possuo atualmente 66 jogos de NES (se quiserem, eu mando a minha listinha), na sua maioria grandes clássicos como Mega Man 2, Ninja Gaiden 2, Chip ‘n’ Dale e muitos outros. Pretendo ter mais jogos de NES até o fim da minha vida (ou quando não der mais, o que vier primeiro).
Espero que tenham gostado do meu relato sobre o meu “Primeiro Contato” com o NES: um console que eu admiro muito e que deixou saudades por todo o nosso Brasil e todo o mundo.
Mauro Sókrates Publicado originalmente em 17/08/02 na primeira versão do site NES Archive.
Adicionado à Base de Dados em Quarta-feira, 19 dAmerica/Los_Angeles Março dAmerica/Los_Angeles 2008 por Mother Brain


