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Startropics


Bem senhores. Está aqui um outro jogo que separa os homens dos meninos, os fracos dos fortes, os perseverantes dos amadores. Certamente para os gamers mais experientes e conhecedores, Startropics pode parecer uma cópia de Legend of Zelda.

Por Bispo Snake

Ficha Técnica

Título: Startropics
Produtora: Nintendo
Fabricante: Nintendo
Ano: 1990
Categoria: RPG/Ação
Número de jogadores: 1
Autor da análise: Bispo Snake

Um teste para a coragem da ilha ou teste sua coragem na ilha?

Bem senhores. Está aqui um outro jogo que separa os homens dos meninos, os fracos dos fortes, os perseverantes dos amadores.

Certamente para os gamers mais experientes e conhecedores, Startropics pode parecer uma cópia de Legend of Zelda. De fato, pode ser que até use a mesma engine de jogo, já que o título é da própria Nintendo.

Chego a acreditar, porém, que os puzzles de Startropics são mais difíceis do que os de Zelda. Até o fim do segundo capítulo o game é jogável. Da metade do terceiro capítulo (são oito no total) em frente, o game ganha dificuldade de forma exponencial, que poderia levar o jogador mais paciente a querer enfiar a cabeça na privada e dar descarga. E o interessante é que isso não te desmotiva, ao invés de querer largar o jogo você vai querer descobrir de qualquer jeito como passar pelo obstáculo.

Os comandos são um tanto estranhos em dungeons, por exemplo quando você vai fazer “curva” com o personagem parece que ele está no Holiday on Ice - isso acaba sendo fator desmotivante para alguns “pastores”. Nesse modo de jogo você pode atacar com o seu Ioiô e pular, e a ação e puzzles são o ponto forte. Fora desses locais, em mapas e cidades, a visão é mais ou menos como a de Final Fantasy, andar, conversar com os habitantes, procurar passagens secretas, etc. A variedade de armas também é grande, vão desde espelhos para rebater magias até estilingues e bate-bates.

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Os gráficos são muito bons. Como dito, existem duas visões do jogo, uma no mapa e cidades e outra dentro de dungeons. Ambos os modos estão muito caprichados, principalmente nas cores dos cenários e os detalhes dos inimigos que você enfrenta. Até parece que a Rare é que fez este game!

A trilha e os efeitos sonoros são muito bons, nesse game a Nintendo se superou. Ótimas músicas te colocam num clima tropical e tiram a tensão de ter que resolver puzzles de dificuldade 11 numa escala de 0 a 10.

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A história é excelente também, você começa com a missão de ir à C-Island para falar com seu tio. Logo na chegada, você descobre que ele foi raptado. Não vou seguir com mais detalhes, por que o rumo muda totalmente depois em que os capítulos vão passando. Curiosamente, até onde joguei não há sidequests, então o game é bem objetivo.

Vale a pena seguir do começo até o fim, com a maior da certeza. No fator inovativo, em uma das partes do game, você terá de molhar o seu manual com água (sim, borrifar água no seu manual de papel que acompanha o game!) para poder prosseguir. Grande sacada!

Adicionais do Autor

Saves: Bateria.

Tempo médio de jogo: Um pouco mais de oito horas. Claro, se você conseguir desvendar todos os enigmas em tempo razoável.

Lançamento: Dezembro de 1990 para NES e Janeiro de 2008 para o Virtual Console. Pasmem, esse jogo nunca foi lançado no Japão!



Adicionado à Base de Dados em Quarta-feira, 16 de Abril de 2008 por João Luis