Sweet Home acabou sendo um jogo pioneiro dentro do gênero Survival Horror, que infelizmente só saiu no Japão, provavelmente por conter um nível elevado de violência – o que fez ser barrada a sua entrada no mercado americano…
Por Jailton Rocha
Ficha Técnica
Título: Sweet Home (Suwīto Hōmu)
Ano de lançamento: 1989
Console: Famicom
Fabricante: Capcom
Gênero: RPG / Survival Horror
Número de jogadores: 1
Análise por: Jailton Rocha
Introdução
A Capcom, no fim da década de 80, bem antes da sua famosa série Resident Evil investiu no Nes num survival horror, gênero que só ganharia força na década seguinte com jogos como o próprio Resident Evil, e outros como Alone in the Dark e Silent Hill.
Com isso, Sweet Home acaba sendo um jogo pioneiro, que infelizmente só saiu no Japão, provavelmente por conter um nível elevado de violência – o que fez ser barrada a sua entrada no mercado americano - fazendo com que muita gente fora do país do sol nascente não o conhecesse.
História

Baseado num filme de horror japonês, Sweet Home tem uma história até simplória – que não deixa de ser um fato comum dentro do gênero. Temos aqui 5 pessoas, três homens: Kazuo, Taguchi e Azuka; e duas mulheres: Akiko e Emi, que vão até uma mansão abandonada, que pertencia a um famoso pintor, para fazer um documentário sobre sua vida e suas obras de arte que ainda estão na casa. Ao entrarem, eles logo são presos pelo espírito da esposa do pintor que ronda o local. Com isso, eles têm que descobrir um jeito de sair vivos de lá. No meio do caminho vão dar de cara com criaturas estranhas como zumbis, esqueletos vivos, bonecas amaldiçoadas, e animais peçonhentos como minhocas, moscas flamejantes, morcegos e cobras. Claro que no decorrer da jornada, eles vão descobrindo mais sobre a terrível história em volta do pintor, sua esposa e da mansão.
Sobre o Jogo

Cada um do grupo que entrou na mansão detém um objeto distinto: Kazuo carrega um isqueiro, útil para queimar cordas e outros objetos que ficam no caminho; Taguchi é o câmera-man do jogo registrando tudo que vê pelo caminho; Akiko, uma enfermeira que traz um kit de primeiros socorros, sendo assim a personagem certa para curar os que forem envenenados; Azuka carrega um aspirador de pó, que limpa caminhos pela mansão; e Emi é a portadora da chave que abre várias portas trancadas. No decorrer do jogo, no entra-e-sai de salas, eles vão encontrando outros objetos úteis como madeiras, velas, cordas, e armas como facas, lanças, espadas, machados, que vão e muito ajudá-los na sua jornada, com isso, além do “item fixo” que cada um carrega (isqueiro, câmera, kit primeiro socorros, aspirador de pó e chave), eles podem carregar mais outros dois itens que encontrar na casa e ainda uma arma – bem úteis na hora do confronto com os inimigos. Por ter seu próprio roll de objetos e armas, cada personagem tem habilidade distinta para resolver os diversos enigmas de cada sala ou corredor da mansão. O jogo te dá a total liberdade de jogar com qualquer um deles, mudando de personagem na hora que bem entender, e até formar time de até 3 pessoas. As “batalhas” com os inimigos seguem o padrão de RPGs, como Dragon Warrior, com menus selecionando a ação de cada um. Atacar, correr, usar itens e até rezar são as opções na hora do embate com as criaturas que assolam a mansão. E como em muitos RPGs, muitos dos inimigos não aparecem na tela, surgindo de repente e do nada, sendo assim impossível de evitar o combate – a não ser que você consiga escolher o “fugir” no menu de batalha.
Avaliação Pessoal
Tecnicamente, o jogo é bem eficiente também. A trilha sonora é legal e consegue criar um clima de horror e suspense que permeia o jogo. Os gráficos trazem uma visão aérea quando os personagens se deslocam de um lugar ao outro na mansão, e na hora do embate com as criaturas o confronto é cara a cara, com os inimigos aparecendo bem na sua frente. Tudo sob a qualidade dentro do padrão Capcom, que dispensa comentários. Enfim, quem gosta do gênero e gosta de Nes é imperdível, e acrescido do fato de ser um jogo pioneiro, acaba se tornando obrigatório, até para os que torcem o nariz para o 8 bits.
Adicionado à Base de Dados em Sábado, 9 dAmerica/Los_Angeles Maio dAmerica/Los_Angeles 2009 por Trevor Belmont


