Tetris pode ser considerado um verdadeiro fenômeno cultural da pós-modernidade. Embora existam versões melhores que essa até mesmo no próprio NES, ela foi responsável por boa parte da popularidade que o jogo possui hoje…
Por Rafael Malaman (WikiRafa)
Ficha Técnica
TÃtulo: Tetris
Ano de lançamento: Nov/1989 (EUA) e Fev/1990 (Europa)
Console: NES
Fabricante: Nintendo (BulletProof Sotfware)
Gênero: Puzzle
Número de jogadores: 1
Análise por: Rafael Malaman (WikiRafa)
Sobre o jogo

Há exatos 25 anos, Alexey Pajitinov dava os últimos retoques em sua obra-prima: Tetris. Uma geração se passou e sua criação ainda mantém o brilho de outrora, quando consistia em pares de colchetes deslizando pelo fundo negro dos monitores de fósforo verde. A fama mundial viria com o Game Boy, mas o NES também viria a receber uma versão desse clássico. Ou melhor, duas.
1989 ainda estava em seus primeiros meses quando a Tengen anunciou o lançamento de Tetris para o NES. Ela pensou haver conseguido os direitos junto a programadores húngaros que se diziam criadores do jogo. Logicamente, isso irritou a Nintendo, real detentora da licença. Após quatro meses de batalha nos tribunais, a empresa japonesa foi declarada vencedora e conseguiu fazer com que todas as cópias não-oficiais fossem retiradas do mercado.
O passo seguinte foi lançar uma conversão própria e realizar uma intensa campanha de marketing. Embora a versão da Nintendo seja pior que a da Tengen, isso não impediu que o seu Tetris se tornasse em um sucesso instantâneo. Todos queriam testar a novidade.
A reação inicial das pessoas era o estranhamento. Esse jogo era diferente de tudo que estava disponÃvel no mercado naqueles tempos. A ação se resumia a mover ou rotacionar uma peça composta por quatro blocos quadrados (os tetraminos) até que ela chegue ao fundo da vala. Que graça podia haver nisso?

Toda! Encaixa-se um bloco, depois outro. E assim vai. O objetivo? Formar uma linha horizontal com os blocos e assim, eliminá-los. Aparentemente, parece uma missão fácil, não?
Contudo, à medida que novas linhas vão sendo formadas, a queda das peças se acelera, exigindo do jogador um raciocÃnio cada vez mais rápido e apurado. O jogo termina quando algum bloco alcançar o topo da vala.
Embora a descrição não pareça tão interessante assim, isso tudo convertido em formato eletrônico se transforma em uma das experiências mais viciantes que alguém pode encontrar no mundo dos games. Que atire a primeira pedra a pessoa que nunca tenha perdido horas de sua vida brincando de encaixar pedrinhas.
Há dois modos de jogo: Game A e Game B. O primeiro não tem um objetivo concreto. Joga-se indefinidamente até que uma peça atinja o topo da vala. Esse é o modo clássico, conhecido por todos. Já o segundo te desafia a completar 25 linhas no nÃvel de dificuldade escolhido. Quanto maior, melhor será seu placar.

Enquanto as peças caem, uma versão digitalizada de Dança das Fadas Açucaradas de Tchaikovski toca ao fundo. Outras duas músicas também podem ser escolhidas. Porém, a famosa melodia Korobeiniki (Game A no Game Boy) não está presente nessa versão. Fora elas, apenas alguns raros efeitos sonoros.
As referências à Rússia não param por aÃ. Logo na tela de abertura, as torres da Catedral de São BasÃlio, localizada na Praça Vermelha, dão o ar de sua graça. Elas aparecerão novamente como pano de fundo de uma animação que contém os personagens da Nintendo dançando a polka.
Mas o jogador só a verá caso consiga uma excelente pontuação. Reflexos de um tempo em que nada era de graça no mundo dos videogames.
Tetris pode ser considerado um verdadeiro fenômeno cultural da pós-modernidade. Embora existam versões melhores que essa até mesmo no próprio NES, ela foi responsável por boa parte da popularidade que o jogo possui hoje. Além de ser uma ótima pedida para os puristas que desejam jogar o puzzle mais conhecido da história em sua encarnação clássica, sem os extras que povoam as conversões mais atuais. RecomendadÃssimo.
Adicionado à Base de Dados em Sábado, 6 dAmerica/Los_Angeles Junho dAmerica/Los_Angeles 2009 por Trevor Belmont


