Graças ao elevado nÃvel de dificuldade, esta é uma aventura apenas para jogadores que não abaixam a cabeça diante do que é aparentemente impossÃvel. Para os demais a tendência é abandonar a torre próximo ao térreo…
Por Deadpool_DX
Ficha Técnica
TÃtulo: The Tower of Druaga
Console: Famicom
Fabricante: Namcot
Ano: 1985
Categoria: Arcade/RPG
Número de Jogadores: 1
Autor do review: Deadpool_DX
Introdução

The Tower of Druaga foi lançado pela Namco em 1984 para arcade e uma conversão saiu no ano seguinte para Famicom. Apesar da excelente recepção que teve no Japão, nunca caiu no gosto ocidental, muito pelo contrário. Boa parte da culpa se deve à falta de informações a respeito do tÃtulo, cuja importância é relegada por vezes apenas como a fonte de inspiração que foi para a indústria de games. É fácil de ser encontrado em cartuchos de múltiplos jogos, e o original é comum e barato.
A história de ToD é inspirada em lendas sumerianas e babilônicas. O herói Gilgamesh deve ultrapassar os sessenta andares de uma torre, em referência clara à Torre de Babel citada na BÃblia, para salvar a donzela Ki e vencer o demônio Druaga.
Famicom versus arcade

O arcade possui gráficos simples mas muito superiores aos que o Famicom era capaz de gerar. Efeitos sonoros e músicas ficaram próximos, com vantagem para o arcade. A resposta dos controles é semelhante, e há poucas diferenças quanto à estrutura do jogo. A versão para o console da Nintendo apresenta continues infinitos e livre retorno a fases que já foram vencidas, após um game over.
Sobre o jogo
 
Gilgamesh guarda semelhanças com o posterior e mais conhecido Link, do clássico Legend of Zelda, um exemplo claro da influência de ToD. Suas armas são espada e escudo. Para atacar, deve-se apertar e segurar o botão de ataque, podendo avançar. Ativar a espada impede a defesa automática e frontal com o escudo. O escudo não defende contra contato direto com os oponentes, que são os tÃpicos das aventuras de fantasia: slimes, cavaleiros, magos e dragões. Não há contagem de energia.
Cada um dos nÃveis é um labirinto onde se pode coletar um único item, como uma armadura, amuleto ou espada, que altera as habilidades do herói; e uma chave, que abre a porta de acesso ao próximo andar. O ponto de aparecimento de Gilgamesh, bem como das chaves, itens e localização das portas são aleatórios, mas o labirinto para cada andar é sempre idêntico.
O jogo em si foi estruturado como um misto de RPG com a ação franca de arcade em moda na época. Gilgamesh começa com pouca força e lento, evoluindo à medida que consegue itens. Na segunda fase, por exemplo, adquirindo as Jet Boots, ele passa a andar muito mais rápido. Gauntlets permitirão que saque a espada de forma veloz. Conforme se segue, o personagem débil do inÃcio se transforma em um poderoso guerreiro.

Para os apreciadores da simplicidade, infelizmente as coisas ficam mais complicadas que isso. É freqüente a lenta jogabilidade inicial ou a dificuldade afugentar os iniciantes, que terminam por se tornar detratores do jogo sem o conhecerem melhor.
O maior problema são os itens. Eles estão ocultos nas fases, sendo obrigatório cumprir determinadas condições para conseguir cada um. É uma quase impossÃvel gincana, pois o relógio corre implacável, sobrando pouco tempo para experimentações.
No inÃcio basta matar alguns slimes para que o item se mostre. Mais adiante há exigências como chegar à porta sem atingir nenhum inimigo, ou matando todos, ou encostar-se a certas paredes em ordem. Descobrir tudo isso sozinho pode parecer simples, mas fica frustrante logo e é recomendável que se utilize de um walkthrough ou FAQ. Deixar algum item importante para trás pode impossibilitar o encontro de outros, e compromete em muito as chances de se terminar o jogo. Alguns se quebram quando utilizados sem moderação. E há os que diminuem suas capacidades, a serem evitados. Certos andares nem tem item algum.
Não sendo desafio suficiente, terminar o jogo uma primeira vez leva a uma nova torre de sessenta andares, com diferentes regras para o aparecimento dos artefatos.
A espada está sempre em sua mão direita e o escudo à esquerda; é possÃvel proteger-se mesmo com a espada em riste, movendo o personagem de modo que o escudo defenda o projétil inimigo, uma manobra útil em certos momentos que exigem um contra-ataque imediato.
Conclusão
Graças ao elevado nÃvel de dificuldade, esta é uma aventura apenas para jogadores que não abaixam a cabeça diante do que é aparentemente impossÃvel. Para os demais a tendência é abandonar a torre próximo ao térreo. Os continues infinitos, longe de deixarem a tarefa fácil, são indispensáveis para manter a sanidade em certos momentos. Talvez uma jarra grande de suco de maracujá bem gelado seja a melhor companhia durante as expedições.
Notas de rodapé e curiosidades
- A dúvida mais comum dos principiantes se refere ao uso da picareta: de frente à parede que se quer romper, basta apertar uma vez o botão de ataque. Ela se perderá se usada demais num mesmo andar ou ainda nas paredes externas. Adiante no jogo existem versões mais resistentes, incluindo uma que pode ser usada infinitas vezes.
- Seqüências:
The Return of Ishtar (1987): Arcade, MSX 2
The Quest of Ki (1988): Famicom
The Tower of Druaga [remake, jogo alterado de forma significativa] (1992): PC Engine
The Destiny of Gilgamesh ou The Blue Crystal Rod (1994): Super Famicom
Seme COM Dungeon: Drururuaga (2000): Game Boy Color
The Nightmare of Druaga: Fushigino Dungeon (2004): PlayStation 2
Druaga Online: The Story of Aon (2006): Arcade
The Tower of Druaga: the Recovery of BABYLIM (2007): PC
- Os babilônios tinham seu próprio sistema de numeração, de base 60. A divisão de horas e minutos em frações de 60 é exemplo da herança babilônica no campo dos números.
- Os tÃtulos da série Tales of , da Namco, apresentam referências a ToD.
- Duas séries de anime situadas no mesmo universo de ToD foram produzidas recentemente. The Tower of Druaga: The Aegis of Uruk, de 2008; e sua seqüência, The Tower of Druaga: The Sword of Uruk, de 2009. Cada uma tem 12 episódios.
Adicionado à Base de Dados em Sábado, 10 de Outubro de 2009 por Trevor Belmont


